
Alguém aqui já sentiu como se nada na vida fizesse um sentido lógico? Já se sentiu como se não tivesse nenhuma válvula de escape pros próprios problemas? Já sentiu como se as pessoas menosprezassem seus problemas e só vocês os entendessem? Não? Então vocês não podem reclamar da vida, porque ela é muito legal com vocês!
Esse circo dos horrores que eu me obrigo a aguentar, mesmo estando quase sem forças, tem tirado de mim os últimos resquícios de sanidade que me restavam. Nem vou falar da alegria de viver, porque essa já está longe dos meus planos para 2009. As mais aproveitáveis sobras de alegria eu procuro dar, e de bom grado, aos meus inenarráveis amigos, que incrivelmente conseguem fazê-la multiplicar-se, ao menos para a minha sobrevivência longe deles... Esse ano minhas únicas ambições serão sobreviver à pressão do vestibular e tentar ter uma vida social de acordo com a normalidade de uma adolescente de 16 anos.
Até isso a vida, ou melhor, ELE, quer tirar de mim... a ínfima vida social que eu tenho, regada a amigos da escola e uma meia dúzia por fora. Quem ouve o que ELE diz, acha que eu vivo nas RSs da vida, vou pro Castelo das Pedras todo final de semana, e curto os feriados entre Big Field e Gregos e Troianos! Eu raramente saio de casa, e quando saio é pra ir à festas de 15 anos com o meu irmão e ver alguns amigos. Mas só porque eu terei a possibiidade de beber alguns miseros copos de cerveja, ELE logo reclama que eu não mudei, que eu não me comporto como uma garota com namorado... I'm sorry baby, não sabia que garotas com namorado não podiam viver! Adoraria saber o que VOCÊ acha que é o ideal. Ficar em casa e só sair com você quando voltar daqui a um ano? Se for, tira essas idéias loucas e fantasiosas da cabeça! Essa não sou eu!
Com todos os meus problemas, eu ainda tenho que arrumar tempo para justificá-los a terceiros. Não dá pra simplesmente deitar na cama e deixar que devaneios tomem conta da minha mente, sempre tem alguém a espreita, querendo saber o por que da minha cara amarrada, o por que de eu estar chorando, o por que de eu não querer falar nada. Onde está o direito de permanecer calado quando mais se precisa dele? Meu único momento real de paz e sossego é quando eu vou dormir... Mesmo antes de dormir as ilusões tomam conta por completo da minha mente, nem preciso mais sonhar para tê-las. A vontade de me libertar dessa vida é tanta que eu faço como os românticos dos séculos passados: introduzo o sentimento de nostalgia até a parte mais profunda da minha alma, e coloco lá a minha esperança de algum dia voltar a ser feliz. Por vezes eu fujo pras lembranças felizes, que já nem tenho mais certeza se são reias... outras tantas vzes projeto um futuro com ELE, onde casamos numa bela manhã, criamos nossos filhos, e não brigamos mais. Nostalgia total. Audácia achar que a vida me seria tão boa!
Mas, já que nada disso acontece de fato, o que me resta é deixar o tempo passar, e rezar para que o futuro me reserve algo que faça valer a pena tudo o que passei. Só eu sei o que sofri e o que ainda sofrerei. Mas, depois da sogra, a esperança é a última que morre, certo!?
Como diria a minha amiga J.:
See us!
Esse circo dos horrores que eu me obrigo a aguentar, mesmo estando quase sem forças, tem tirado de mim os últimos resquícios de sanidade que me restavam. Nem vou falar da alegria de viver, porque essa já está longe dos meus planos para 2009. As mais aproveitáveis sobras de alegria eu procuro dar, e de bom grado, aos meus inenarráveis amigos, que incrivelmente conseguem fazê-la multiplicar-se, ao menos para a minha sobrevivência longe deles... Esse ano minhas únicas ambições serão sobreviver à pressão do vestibular e tentar ter uma vida social de acordo com a normalidade de uma adolescente de 16 anos.
Até isso a vida, ou melhor, ELE, quer tirar de mim... a ínfima vida social que eu tenho, regada a amigos da escola e uma meia dúzia por fora. Quem ouve o que ELE diz, acha que eu vivo nas RSs da vida, vou pro Castelo das Pedras todo final de semana, e curto os feriados entre Big Field e Gregos e Troianos! Eu raramente saio de casa, e quando saio é pra ir à festas de 15 anos com o meu irmão e ver alguns amigos. Mas só porque eu terei a possibiidade de beber alguns miseros copos de cerveja, ELE logo reclama que eu não mudei, que eu não me comporto como uma garota com namorado... I'm sorry baby, não sabia que garotas com namorado não podiam viver! Adoraria saber o que VOCÊ acha que é o ideal. Ficar em casa e só sair com você quando voltar daqui a um ano? Se for, tira essas idéias loucas e fantasiosas da cabeça! Essa não sou eu!
Com todos os meus problemas, eu ainda tenho que arrumar tempo para justificá-los a terceiros. Não dá pra simplesmente deitar na cama e deixar que devaneios tomem conta da minha mente, sempre tem alguém a espreita, querendo saber o por que da minha cara amarrada, o por que de eu estar chorando, o por que de eu não querer falar nada. Onde está o direito de permanecer calado quando mais se precisa dele? Meu único momento real de paz e sossego é quando eu vou dormir... Mesmo antes de dormir as ilusões tomam conta por completo da minha mente, nem preciso mais sonhar para tê-las. A vontade de me libertar dessa vida é tanta que eu faço como os românticos dos séculos passados: introduzo o sentimento de nostalgia até a parte mais profunda da minha alma, e coloco lá a minha esperança de algum dia voltar a ser feliz. Por vezes eu fujo pras lembranças felizes, que já nem tenho mais certeza se são reias... outras tantas vzes projeto um futuro com ELE, onde casamos numa bela manhã, criamos nossos filhos, e não brigamos mais. Nostalgia total. Audácia achar que a vida me seria tão boa!
Mas, já que nada disso acontece de fato, o que me resta é deixar o tempo passar, e rezar para que o futuro me reserve algo que faça valer a pena tudo o que passei. Só eu sei o que sofri e o que ainda sofrerei. Mas, depois da sogra, a esperança é a última que morre, certo!?
Como diria a minha amiga J.:
See us!


